Ipatinga declara estado de calamidade pública na rede de saúde

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O prefeito de Ipatinga, Sebastião Quintão (PMDB), decretou estado de calamidade no sistema de saúde de Ipatinga. Segundo o prefeito o fechamento do hospital de Coronel Fabriciano no início do mês gerou o problema.
Outra cidade do Vale do Aço, Timóteo, já havia decretado situação de emergência por conta da demanda de atendimento. O prefeito também culpou a crise hospitalar vivida em Caratinga (MG) por ter ajudado a sobrecarregar os hospitais de Ipatinga.

Segundo Sebastião Quintão, o objetivo imediato do decreto é obter auxílio urgente do Governo do Estado de Minas Gerais, sensibilizando também os municípios vizinhos acerca da Programação Pactuada Integrada (PPI), visando recuperar a estabilidade financeira da saúde no município.

“Nós queremos chamar o Governo do Estado e os prefeitos vizinhos para negociarmos os valores devidos ao município na área da saúde, que são muito significativos e estão inviabilizando uma melhor prestação de serviços à população, principalmente após esse caos regional. Desde 2016 o município registra um extrapolamento no orçamento na área, da ordem de R$ 19 milhões. É um crime de responsabilidade ver o município perecendo pela falta de recursos e não decretarmos estado de calamidade financeira na área da saúde”, disse Quintão.
A secretaria de saúde de Ipatinga afirmou que o custo mensal da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade é de R$ 1 milhão, com capacidade de atender 10.500 pacientes por mês.

Entretanto, com o atual cenário da saúde nos municípios vizinhos, a prefeitura alega que tem sofrido superlotação, por ser a única a manter atendimentos pelo SUS à população das cidades que compõem também a microrregião de Caratinga e de Coronel Fabriciano. Somente no mês de maio 15. 550 pacientes foram atendidos na unidade.

Via G1/Vales