Operação prende duas pessoas em Caratinga suspeitas de esquema de fraude no seguro DPVAT

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Duas pessoas foram presas em Caratinga durante a operação Aranha do Deserto, realizada nesta quarta-feira (10) em continuidade às investigações sobre fraudes no seguro DPVAT. A ação foi desenvolvida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que é formado por membros do Ministério Público, polícias Militar e Civil.

Ainda segundo o Gaeco, a investigação vinha sendo desenvolvida há meses, sendo descoberto que o grupo criminoso agia de forma articulada, de modo que despachante procurava pessoas que teriam se envolvido em acidentes automobilísticos, cobrando valores em torno de 30% a 50% do valor recebido pelo beneficiário como pagamento por promoverem ilicitamente o aumento da quantia a ser recebida do seguro.

Por esse motivo, os suspeitos fraudavam documentos para sustentarem o esquema criminoso. Eles simulavam lesões inexistentes ou, quando de fato existiam, alteravam os laudos de forma a aumentar as intensidades das lesões e elevar de forma ilícita o benefício que era recebido.
Outras duas denúncias já foram oferecidas em fases anteriores da investigação, sendo uma em Timóteo e a outra em Inhapim.

Operação
O Gaeco desencadeou a operação Aranha no Deserto, no Leste de Minas, em abril deste ano. O trabalho visa coibir fraudes na obtenção do DPVAT. Quatro despachantes especializados em seguro DPVAT foram presos em Inhapim e São João do Oriente naquele mês.

De acordo com as investigações o grupo fraudava laudos periciais com o objetivo de aumentar a quantia das indenizações de pessoas que sofreram acidentes de trânsito. O grupo, que fazia uma espécie de agenciamento, recebia um percentual de 30 a 50% do valor recebido pelos beneficiários.

Em outubro do ano passado, o Ministério Público denunciou cinco pessoas suspeitas de praticar esse tipo de fraude em Timóteo, entre os denunciados estão três advogados, um despachante e um médico. Na época, o Gaeco apontava ligação do caso do Vale do Aço a um grupo investigado no Norte de Minas.

Via G1/Vales