Entrada de veículos em campus da UFU é fechada por comando de greve

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A entrada de veículos no campus Santa Mônica, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi barrada nesta terça-feira (8) por comandos local de greve. Representantes dos estudantes, docentes e técnicos-administrativos estão em frente às portarias em manifestação. Cartazes foram colocados e panfletos são entregues para todos que passam pelo local.

Segundo eles, o acesso para pedestres dentro da universidade está livre. O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da UFU e aguarda posicionamento sobre a situação.

De acordo com a presidente da Associação dos Docentes da UFU (Adufu), Jojetania da Silva Ferreira, o bloqueio da entrada de carros no campus é uma forma de mostrar para a comunidade quais são os motivos pelos quais estão em greve. (Veja abaixo).

“Nossa pauta precisa ser compreendida por aqueles que não entraram no movimento e também pela comunidade externa da UFU, que também sofre impactos com tais medidas do governo, como setores da saúde e educação”, explicou.  Ela contou ainda que a ação deverá durar o dia inteiro e que a greve na universidade é por tempo indeterminado.

Mário Guimarães Júnior faz parte da coordenação colegiada do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos (Sintet-UFU). Ele disse que o comando local de greve está junto com os docentes e estudantes por entender que essa as medidas adotadas agora podem afetar o futuro da comunidade.

“Se tais propostas forem aprovadas, daqui 20 anos não teremos mais o serviço público que temos hoje nas universidades e nos hospitais públicos. Estamos em greve, pois a situação está difícil no país, a gente identifica que o poder judiciário está tomando medidas bastante arbitrárias. Em 20 anos teremos outra realidade social e não é isso que a população quer, a greve é justa e a comunidade universitária reconhece”, esclareceu.

Motivos da greve
Segundo a presidente da Adufu, a greve teve início no dia 24 de outubro por tempo indeterminado. O movimento é contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 55), antiga PEC 241; contra a propostas de reforma da Previdência; contra a Medida Provisória 746, que tem como proposta alterar a legislação educacional; contra os projetos da “Escola sem Partido”; contra a proposta da reforma trabalhista.

Foto: Luiz Corvini/G1)
Via G1/Triângulo Mineiro