Cerca de 85 celulares são recolhidos em penitenciária de Uberlândia

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Mais de 85 aparelhos celulares e 80 carregadores foram apreendidos na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, nos últimos 15 dias. A última ocorrência foi na tarde desta segunda-feira (31), quando agentes flagraram um homem tentando jogar vários objetos pelo muro da unidade prisional. Nenhum suspeito foi preso.

Segundo o diretor da penitenciária, Rafael Rodrigues dos Santos, criminosos colocaram dentro de uma câmara de ar cerca de 65 aparelhos celulares, 60 carregadores, temperos industrializados, chicletes, balas, chip e cartões de memória. “Um agente flagrou o homem tentando jogar pelo muro e então ele fugiu pela mata, deixando os produtos no chão do lado de fora”, disse. O autor fugiu, foi feito um bloqueio próximo ao local, mas ele não foi encontrado.
Há cerca de 15 dias, outro fato parecido foi registrado. “De dentro da penitenciária, os detentos fazem cordas com lençóis, amarram alguma coisa pesada na ponta e arremessa até o muro. Do lado de fora, criminosos enrolam os produtos em um pano, prendem nesta corda e os presos puxam”, explicou.

Conforme o diretor, este tipo de ação está acontecendo com mais frequência desde que foi instalado em dezembro escâneres para revista corporal, conhecido como body scan. “Antes, familiares tentavam passar com os produtos durante a visita. Com o equipamento, estamos barrando tudo, então eles tentam outras formas de entrar com os objetos”, disse Rafael Rodrigues.

Para aumentar a segurança na Penitenciária Pimenta da Veiga, o diretor informou que telas estão sendo colocadas nas janelas das celas. “Algumas já têm, mas ainda não são todas. Por isso ainda acontece este tipo de ação”.

Punição dos presos
Rafael Rodrigues informou que quando um detento é flagrado com os produtos, ele é submetido a um conselho disciplinar que vai apurar faltas internas. “Ele recebe uma sanção administrativa e pode perder alguns benefícios como visita e banho de sol. Também enviamos o fato para o juiz da vara de Execuções Penais e o detento pode regredir para regime fechado, se estiver em semiaberto, ou perder remissões de pena, por exemplo”, informou.

Foto: Pimenta da Veiga/Divulgação
Via G1/Triângulo Mineiro